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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cinco regras para uma gestão de TI estratégica



1. Conheça o seu negócio

Uma vez estava conversando com um CIO que havia deixado uma empresa de varejo para assumir a TI de uma gestora de shopping centers. Falando sobre seus primeiros meses de trabalho, ele disse que tinha visitado diversos shoppings por todo o território nacional, ido aos lojistas, conversado com gerentes locais, vivenciado a experiência dos usuários para, minimamente, conseguir entender a linguagem e a realidade do negócio. Só após essa experiência, disse ele, começou a priorizar investimentos e ter um discurso alinhado ao dos seus pares na empresa.

Por outro lado, vejo pessoas que se fecham no mundo da tecnologia, confiando em seus certificados e no conhecimento das boas práticas, acreditando que conseguem resolver os problemas de diferentes contextos da mesma forma. O ditado é antigo, mas muitos ainda não absorveram: one size does not fit all.

Organizações são sistemas complexos de pessoas, poder, ambições, contextos políticos e cultura. Qualquer gestor deve, antes de mais nada, buscar entender os processos da empresa, onde ocorre o diferencial competitivo e como é sua cultura organizacional. Em tese, um médico só deveria prescrever um tratamento após ter o entendimento pleno das funções vitais do seu paciente.

2. Conheça a estrutura de poder e perfis de liderança

O primeiro passo foi conhecer bem o negócio, os processos e a operação da empresa. Porém, duas empresas que atuam no mesmo ramo, com processos similares, podem ser extremamente diferentes no que tange a estrutura de poder e o perfil das lideranças.

Principalmente, se você for um(a) gestor(a) novo(a) na organização, conheça o tabuleiro de xadrez antes de andar qualquer casa. O que houve com o(a) antigo(a) gestor(a) da TI? Para quem ele(a) respondia? Você irá responder para o(a) mesmo(a) superior?

Abaixo descrevo situações típicas vividas nos últimos anos:


  • A TI é uma área que responde ao(a) CFO e continuará assim;
  • A TI era uma área que respondia ao(a) CFO, porém, passará a responder a outro executivo, mantendo seu mesmo nível no organograma;
  • A TI era uma área que respondia ao(a) CFO, porém subirá no organograma e será um par executivo do antigo responsável;
  • A TI é /será definida como uma área estratégica e passará a responder para o CEO;

Só as quatro situações hipotéticas acima já apresentam cenários totalmente distintos em relação à experiência que esse novo gestor terá no comando de sua área. Assumir uma gestão de Tecnologia da Informação sem entender o contexto organizacional no qual a área se insere e, principalmente, o histórico recente da empresa, é navegar às cegas em um oceano cheio de armadilhas.

Por regra, quando há uma ascensão hierárquica do papel da TI no organograma, torna-se necessário um perfil mais executivo para a gestão da TI. O domínio do negócio, a visão estratégica, a capacidade de priorizar projetos e alocar recursos torna-se fundamental. Todos da mesa passam a te olhar cobrando precisão nas decisões, com o foco em negócio. Cada movimento precisa ser pensado trazendo o equilíbrio entre tecnologia e resultado para a empresa.

Cada vez mais a capacidade de comunicação, a oratória e o uso de metáforas para traduzir do “bit-byte” para a linguagem de negócio são fatores críticos para o sucesso da posição executiva em TI nos dias de hoje.

3. Conheça o seu orçamento

Todos nós sabemos que TI custa caro. Porém, o tamanho da cifra pode variar significativamente dependendo do tipo e porte de empresa. Há pouco tempo conversei com um profissional que deixou uma das maiores companhias de engenharia do país para assumir a gestão de um departamento de TI em uma empresa de médio porte, de origem familiar. Em suas palavras “só o que tínhamos para gastar em Segurança da Informação é maior do que todo o orçamento de TI da minha área agora”.

Dito isso, a terceira regra se impõe dada a necessidade de você se adaptar à realidade orçamentária de cada negócio. Se a organização em que você atua possui uma receita prevista de R$100milhões/ano, pode-se esperar um orçamento para a TI entre R$4milhões e R$8milhões/ano, dependendo do setor e das prioridades de investimento. Agora, se você atua em uma multinacional com receita anual de R$5BI, o seu pote de dinheiro será bem maior. (percentuais estimados segundo pesquisas do Gartner®)

O desafio para o gestor de TI, principalmente pela alta volatilidade do cargo e pelas constantes mudanças de comando, é dominar o entendimento dos números de sua empresa para projetar equipe, tecnologias, processos e serviços aderentes à sua nova realidade orçamentária.

4. Defina um Pace Layer para os serviços de TI
Uma ferramenta bastante utilizada por gestores de TI é o Pace Layer proposto pelo Gartner®. Após o entendimento do negócio, dos processos e de onde vem o diferencial competitivo, é necessário um trabalho de Arquitetura Empresarial para montar as camadas de serviços e aplicações que irão habilitar o negócio a atingir sua estratégia.

O interessante do Pace Layer é determinar onde a TI irá apostar suas fichas com tecnologias de ponta, equipes internas bem qualificadas, maiores níveis de serviço e onde aceitará padrões prontos de mercado, soluções de bom custo-benefício e serviços “comoditizados”.

5. Tenha foco

A quinta e última regra parece cliché, porém, é a que irá manter o curso da gestão estratégica de TI. Após todo o entendimento e alinhamento com o negócio, as tentações para distrair o foco do gestor de TI serão inúmeras.

– Líderes de negócio exaltados demandando aprovação de projetos que não foram priorizados;

– Pressão de fornecedores para teste de novas tecnologias;

– Dispersão da própria equipe de TI em projetos e serviços não prioritários;

– Tentativas políticas de expor a sua gestão, por causa de “ciúme orçamentário”;

– Diversas outras…

Uma das principais capacidades necessárias para o gestor estratégico de TI é a habilidade de identificar quando dizer “não”. Se você precisar ceder a algum dos pontos citados acima, ou outros não listados, a gestão de TI possivelmente começará a perder o curso e te levar para mares turbulentos.

Fonte: Revista CIO

TOTVS investe no mercado de fintech


O termo fintech nasceu da junção das palavras “finanças” e “tecnologia”. Na prática, significa a criação de soluções disruptivas, voltadas aos serviços financeiros. O mercado está acostumado a imaginar que essas inovações, menos burocráticas que os tradicionais bancos e grandes financeiras, só partem das startups. Porém, esse movimento também tem impactado as grandes empresas e a TOTVS está investindo na área para proporcionar ao setor tecnologias tão simples quanto as das fintechs, uma transformação digital que engloba todo o ecossistema, colaboradores e clientes.

A companhia está desenvolvendo funcionalidades e soluções que facilitam a vida de quem trabalha em uma instituição financeira e de quem usa esses serviços, novidade que foi apresentada no CIAB FEBRABAN 2017. Entre as iniciativas, destaca-se um projeto de descomplicação de serviços financeiros, como por exemplo, o crédito pessoal.

Vamos imaginar o seguinte cenário: o dono de um comércio olha o seu fluxo de caixa, nele consta que nos próximos dias haverá diversas contas a pagar, mas não estão previstas novas entradas de dinheiro nesse período. Para que a saúde financeira da empresa não fique comprometida, o ideal é ir até ao banco, verificar as linhas de créditos disponíveis e contratar um empréstimo. Porém, muitas vezes é necessário visitar mais de uma instituição financeira até encontrar algo que se encaixe no perfil pretendido. Essa busca consome um tempo que poderia ser gasto com o que realmente importa, a operação do negócio.

Agora, vamos imaginar um cenário pensado na comodidade do correntista. Alguns dias antes do possível desequilíbrio, o ERP deste comércio alerta sobre esse descasamento de caixa e já faz uma sugestão de crédito do banco do cliente, indicando as taxas de juros e as regras. Tudo dentro do software utilizado para gerenciar a empresa e sem sair da mesa do escritório.

Outra novidade é o protótipo de um aplicativo a ser integrado nativamente em seu principal produto da área de Financial Services, o AMPLIS, plataforma para gestão de fundos de investimentos. A TOTVS estudou a fundo a maneira mais simples de visualizar dados das carteiras de investimentos operadas em sua plataforma.

Para criar essa novidade foi importante entender conceitos de geometria, psicologia, matemática e estatística. Além disso, toda a gama de tons dos gráficos foi pensada de acordo com um estudo das cores. Tudo priorizando a união do técnico e o design para ser agradável visualmente e permitindo que o usuário escolha o melhor jeito de ver a informação.

A iniciativa traz uma forma totalmente diferente de acessar relatórios padrões de mercado. Por meio de visualizações interativas e dinâmicas, é possível manipular as informações e obter detalhamento apenas dos pontos relevantes. Além disso, existem múltiplas formas de se apresentar esses dados que podem ser escolhidas de acordo com a preferência de cada pessoa. O lançamento vai ao encontro da demanda por ferramentas mais simples e de uso intuitivo e foi desenvolvido para ser acessado em diversos dispositivos, em especial nos smartphones.

A criação do aplicativo vem para atender a um setor representativo para a TOTVS. O Brasil é o maior mercado de fundos de investimento da América Latina e a solução atual da TOTVS já processa 70% dessas corporações no país, abrangendo Custódias, Controladorias, Assets, Private Bankings, Seguradoras, Fundos de Pensão, Gestores e Administradores, Corretoras e Distribuidoras de Valores.

 Fonte IP News

terça-feira, 4 de julho de 2017

Fintech está revolucionando a indústria de serviços financeiros


Se você é um usuário assíduo das redes sociais ou um fanático da tecnologia, é muito provável que mais de uma vez tenha se deparado com a palavra Fintech. Mas o que ela significa? E por que ganhou tanta relevância?

Exemplos de Fintechs Brasileiras e estrangeiras

» Paypal: criada na Califórnia, a empresa é um sistema que permite a transferência de dinheiro entre pessoas físicas ou empresas usando apenas um endereço de e-mail, evitando o uso de boleto bancário ou cheques. A solução foi criada 1998, mas se popularizou rapidamente. É até hoje considerada a grande inovação quando o assunto é pagamentos on-line.

» Nubank: fundada em 2013, é uma fintech brasileira que oferece um cartão Mastercard sem cobrar tarifas ou anuidade para o consumidor final. O grande diferencial dessa startup é que o cartão pode ser totalmente controlado por um aplicativo de celular. Com ele, é possível pedir aumento do limite, bloquear transações, consultar o SAC e acompanhar cada transação em tempo real. As faturas são enviadas por e-mail e podem ser pagas normalmente em caixa eletrônico ou internet banking, bastando usar o código de barras.

» Mercado Bitcoin: fintech brasileira criada em 2011 como site para intermediação de compras e vendas de moedas digitais. Mercado Bitcoin é a maior empresa de moedas digitais e Blockchain da América Latina.

» TransferWise: essa startup europeia inovou ao permitir transferências bancárias ao exterior sem cobranças de taxas. Para os brasileiros, por exemplo, é possível enviar dinheiro para uma conta em banco estrangeiro sem pagar IOF. Isso é possível porque em vez de transferir o dinheiro diretamente para o destinatário (que pode ser você mesmo), o sistema redireciona o valor para uma conta da própria empresa no país de destino. E, posteriormente, para a sua conta.

» GuiaBolso: esta outra fintech brasileira é um aplicativo de controle financeiro 100% online e gratuito. Uma das grandes inovações da plataforma é que ela conecta sua conta bancária e cartões com o app, preenchendo automaticamente sua planilha de gastos mensais. Dessa forma fica fácil controlar as contas e se planejar melhor.

» Creditas: fundada em 2013 como o nome BankFacil, é uma startup de empréstimo com garantia. Sobre o modelo de empréstimo com garantia onde os juros são bem menores que cheque especial e cartão de credito.

Fonte: Blog SAP Brasil e Wikipédia

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Futurismo tecnológico – uma linha do tempo das próximas tecnologias


Um artigo bastante interessante foi publicado esse mês no blog da SAP Brasil, e trata de uma visão futurista da tecnologia.

De fato nós estamos cada dia vivenciando uma novidade na área da tecnologia, só lembrar dos filmes de 10 anos atras ou mais que veremos diversas coisas futuristas e muitas improváveis, mas que hoje faz parte do nosso dia-a-dia. Como dito na matéria "Vivemos a era das transformações e do possível".

Então, considerando os investimentos em pesquisas atuais e as tecnologias existentes, apresentamos algumas invenções que devem surgir ao longo das próximas décadas. Preparado para o que está por vir?



Fonte: Blog Sap Brasil

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nota Fiscal Eletrônica 4.0



Depois de 3 anos, o SEFAZ irá mudar o layout da NF-e da versão 3.1 para a versão 4.0. Mas e aí, o que realmente irá mudar?

Então, essa será uma mudança significativa no projeto e vai englobar:

  • Alterações em regras de validação, principalmente aquelas vinculadas aos novos campos ou a novos controles, melhorando a qualidade da informação prestada pelas empresas e mantida pelas SEFAZ. 
  • Definição do protocolo TLS 1.2 ou superior como padrão de comunicação. 
  • Será eliminado o uso de variáveis no SOAP Header (eliminada a "Área de Cabeçalho”) na requisição enviada para todos os Web Services previstos no Sistema NFE.


Para o usuário final, esse deverá se preocupar com o preenchimento incorreto ou a falta de informação em alguns campos já existes ou novos da NFe, isso é o que gera as rejeições de nota fiscal. Para evitar estes problemas é preciso saber das novas validações que entrarão em vigor com a nova versão e se preparar revisando cadastros.

  • Campo Indicador de presença, incluída a opção 5 (operação presencial, fora do estabelecimento, utilizada no caso de venda ambulante).
  • Inclusão no campo refNF(id:B07)da opção 2 = Nota Fiscal modelo 02.
  • Criação de novo grupo “Rastreabilidade de produto” para permitir a rastreabilidade de qualquer produto sujeito a regulações sanitárias, casos de recolhimento/recall, além de defensivos agrícolas, produtos veterinários, odontológicos, medicamentos, bebidas, águas envasadas, embalagens, etc., a partir da indicação de informações de número de lote, data de fabricação/produção.
  • Criação de campos relativos ao FCP para operações internas ou interestaduais com ST
  • Inclusão de campo no Grupo Total da NF-e para informar o valor total do IPI no caso de devolução de mercadoria por estabelecimento não contribuinte desse imposto
  • Alterado Grupo X-Informações do Transporte da NF-e com a criação de novas modalidades de frete.
  • Alteração do nome do Grupo “Formas de Pagamento” para “Informações de Pagamento” com a inclusão do campo valor do troco (tag:vtroco). O preenchimento deste grupo passa a ser possível também para NFe, modelo 55.
  • Validação do percentual informado para o FCP.
  • Validação do somatório dos campos FCP, FCP-ST, IPI devolvido, quando informados nos itens.
  • Inclusão do valor total do IPI devolvido, quando ocorrer, e do valor do Fundo de Combate à Pobreza ST no valor total da NFe.
  • Validação para vedar o preenchimento de campos relativos a transporte quando for operação interestadual. Podendo, a critério de cada UF, a validação ser aplicada as operações internas.
  • Validação do preenchimento do Grupo “Informações de Pagamento” para NFC-e  e NF-e, a critério de cada UF.
  • Validação para verificar o preenchimento dos campos relativos a volume e peso da mercadoria quando informado contratação do frete no campo modalidade de frete.

O prazo previsto para a implementação das mudanças é: 


- Ambiente de Homologação (ambiente de teste das empresas): 03/07/2017. 
- Ambiente de Produção: 02/10/17. 
- Desativação da versão anterior: 02/04/18.

Para mais detalhes, entre no site da SEFAZ através o Portal Nota Fiscal Eletrônica


Fonte: Portal da Nota Fiscal Eletrônica